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[Halloween] Concurso de Histórias - Gospel of Horrors 2022



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10 respostas neste tópico

#1 OFFLINE   Triss

Triss

    Ex-CM


  • Ex-Membro
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    • Tempo Online: 3d 22h 32m 14s
  • Vocação:Paladin
  • Char:(CM) Triss
  • Servidor:Perseus

Postado 08 November 2022 - 22:00

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pumpkin-symbol.png Você é bom com contos de terror? Sabe arrepiar até o mais cético dos leitores? Tem tanto espírito do horror e do susto dentro de você que a canetada com monstros e adrenalina é facinha, facinha? 
Então chegou a sua hora!  :ahhh: 
 
pumpkin-symbol.png A inspiração dos nossos escritores mais afiados vem ser testada mais uma vez... E agora com uma verdadeira biblioteca de contos de terror para mostrar quem é bom de fantasia... Com um dedinho no macabro:OO2: 

Vem você também contribuir com parágrafos mais que assustadoras para compor o Versículo 1 do The Gospel of the Cenobites: prove seus dotes de escritor de terror com o Concurso de Histórias: Gospel of Horrors 2022:118:

 
 

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35e5dRH.png

 

 

  • O concurso terá como intuito premiar as três melhores histórias inscritas, levando em consideração criatividade, originalidade, apresentação da ideia central, contexto (pela articulação entre fatores de RPG, história, e mitologia, e contextualização do RadBr como base), articulação do tema obrigatório, e progressão de ideias e história; 
     
  • O tema, obrigatório, é Halloween e Terror - sendo fundamental e obrigatória a criação de histórias com base direta ou tangente ao RadBr, sua história, seus contextos e mitologias, e afins, relativos e contextualizados com o Halloween e os elementos narrativos de terror relacionados.
    Não é necessário que a história seja composta obrigatoriamente em relação ao Evento Halloween 2022 e ao lore nele incluso, embora seja perfeita e plenamente permitido;
     
  • Outros elementos obrigatórios a serem utilizados na composição da história - sendo igualmente vital e obrigatória a presença dos seguintes pontos, endereçados por nomepelo menos uma vez ao longo da história - consistem em:
      • Uma ou mais cidades do RadBr; 
      • Uma ou mais criatura presente no RadBr;
      • Um ou mais item presente no RadBr;
      • Um ou mais NPC presente no RadBr.

    rightwards-arrow.png Não serão o critério principal a ser julgado, mas contam na avaliação total em relação a sua articulação com o resto da história e da progressão do tema central. É necessário que haja a menção por nome, de pelo menos um de cada elemento obrigatório (cidade do RadBr, criatura presente no RadBr, item presente no RadBr, e NPC presente no RadBr);
     
  • A história deve ser sua autoria.
    Qualquer caso de plágio detectado não apenas culminará na desqualificação da história inscrita, mas também em punição à conta de usuário do Fórum RadBr pela ocorrência - por meio de 15 (quinze) dias de suspensão;
     
  • A história deve ter um títuloobrigatoriamente;
     
  • A história deve fazer sentido - e ter consistência a termos de começo, meio, e fim;
     
  • É fundamental e obrigatório que a história siga uma linha narrativa e fictícia - elementos reais de suas jornadas podem ser atribuídos e incorporados à história, desde que a mesma seja fictícia e omita nomes e dados reais pessoais de jogadores, estejam esses ativos ou inativos;
     
  • A narrativa pode ser tanto em primeira quanto em terceira pessoas;
     
  • A história deve ser redigida e escrita em português;
     
  • Quantidade mínima de caracteres: 1400 (mil e quatrocentos caracteres);
     
  • Quantidade máxima de caracteres: 14 000 (catorze mil caracteres);
     
  • Devemos lembrar que todos os caracteres são contabilizados na análise de caracteres mínimos e máximos - incluindo espaçamentos, pontuação, possíveis caracteres especiais para diálogo ou separação, e afins;
     
  • Infelizmente, caso a história tenha um número de caracteres inferior ao limite mínimo (1400) ou superior ao limite máximo (14 000), a mesma será desqualificada;
     
  • Caso tenha dificuldades em saber quantos caracteres sua história possui, basta utilizar o contador automático de caracteres de programas como Microsoft Word - ou contadores online de caracteres, como o QuantasLetras;
     
  • Os caracteres do título não serão contabilizados na contagem de caracteres. 
    Como instruído abaixo, especialmente pelo Modelo de Postagem ilustrado, o título deve ser inscrito em uma categoria à parte da história; portanto, letras, espaçamentos, e afins contidos no título não entram na contagem geral de caracteres da história;
     
  • Cada usuário do Fórum RadBR poderá encaminhar apenas uma história por conta de usuário;
     
  • De igual maneira, cada personagem poderá encaminhar apenas uma história inscrita com vinculação ao char;
     
  • Apenas deverão ser publicados no presente tópico posts contendo a inscrição com a história JÁ PRESENTE
    Quaisquer posts sem conter a inscrição e/ou sem trazer a história devidamente finalizada serão desconsiderados;
     
  • Posts editados, apesar de improváveis, serão desqualificados imediatamente.
    Pedimos que, por favor, revise sua história antes de publicá-la como inscrição; após o encaminhamento do post, o jogador não poderá editá-lo sob hipótese alguma;
     
  • O personagem deverá ter, no mínimo, nível 200 (ou resets) para participar;
     
  • O post, obrigatoriamente, deve seguir o Modelo de Postagem endereçado abaixo - contendo: o nome do personagem, o título da história, e a história em si;
     
  • Organização é um fator que, apesar de não plenamente desqualificativo - desde que a inscrição siga devidamente as presentes regras e informações -, auxilia na avaliação da história. Procure dividir sua história em parágrafos e utilizar de pontuação, sempre que possível e quando julgar necessário;
     
  • Seguindo o ritmo e a finalização das últimas edições, com base na explosão inspiradora de talentos das histórias inscritas, também teremos - e premiaremos! facebook-comments-emoticon-with-heart-ey - 3 (três) Menções Honrosas nessa edição macabra do Concurso de Histórias
     
  • Só poderá ser inscrito 1 (um) personagem por conta do fórum;
     
  • Não serão aceitos posts editados ou duplicados;
     
  • Double Account no fórum caracteriza infração, e pode ser punido com banimento de 1 (um) mês;
     
  • Os posts ficarão invisíveis para os jogadores, mas nós, da Equipe RadBr, poderemos vê-los;
     
  • O personagem pode ser residente de Duskwood;
     
  • Lembrando e reiterando, claro, que as premiações são intransferíveis, e passíveis de obtenção apenas pelo personagem participante inscrito;
     
  • A análise, avaliação e a avaliação das histórias participantes serão realizados em um conclave da Equipe RadBR;
     
  • Dúvidas deverão ser esclarecidas via Ticket. Posts com dúvidas serão apagados imediatamente;
     
  • As regras acima poderão ser alteradas sem aviso prévio.

 

 

6BRj7GW.png

 

 

Exemplo de Postagem

Nome do personagem:
Título da História:
História:

 

 

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Programa&#231


Início do Evento: 08/11/2022 (Terça-Feira), às 22:00 (Horário de Brasília)
Término do Evento: 27/11/2022 (Domingo), às 23:59 (Horário de Brasília)
Resultado: 01/12/2022 (Quinta-Feira, período da noite)

 

 

nBWt32z.png

 

 

 

 

 
 

Prontos para escreverem as historinhas de arrepiar mais assustadoras de todas essas páginas d'Os Contos do RadBR:o/:

Boa sorte e boa inspiração para todos os participantes escritores de terror... Só cuidado para não acabarem como Jack Torrance! D=

 

 

Atenciosamente,
Equipe RadBr


  • Magnum curtiu isso

#2 OFFLINE   RuuaN

RuuaN

    Aristocrata


  • Banido
    • Member ID: 25868
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  • Vocação:Sorcerer
  • Char:Firesz Mage - Andromeda # Master Roxy - Perseus
  • Servidor:Perseus
  • Localização:BH -MG

Postado 10 November 2022 - 09:33

Nome do Personagem: Master Roxy

Título da História: O mistério do Kundun Hat

 

Era uma vez um garoto chamado Pedro que vivia em uma pequena vila chamada Garath, Pedro era um menino calmo, na dele que sempre gostou que as coisas fossem do seu jeito, pois se não fosse do seu jeito nada estava bom para ele, certo dia seus pais Nemo (NPC) e Fiona (NPC) precisavam fazer uma viagem no fim de semana e disseram para o menino Pedro que ele iria passar o fim de semana com seu Tio Magnum o que irritou bastante o garoto pois ele não gosta muito de sair de casa.

Pedro gostava muito do seu tio Magnum pois ele era um escritor famoso na pequena vila, gostava muito de escrever e contar várias historinhas nos encontros de família, e Pedro já estava ansioso para que chegasse logo o fim de semana.

Então, chegou o grande dia seus pais foram viajar e levaram Pedro para a casa do seu tio chegando lá se despediram e falaram para Pedro se comportar, Pedro mau esperava para ouvir as histórias do seu tio, que logo o frustrou levando o garoto para passear na praça da pequena vila, como era época de Halloween toda vila estava tomada por enfeites e as casas com suas decorações de bruxas, múmias e vários outros temas de Halloween.

Logo chegaram no parque e Pedro ficou muito frustrado pois não queria estar ali, para acalmar o garoto seu tio prometeu que anoite lhe contaria uma história de Halloween e que o menino iria gostar muito.

Ao passar do dia Pedro brincou com outros garotos e logo seu tio o levo para almoçar, más ele não via a hora de chegar a parte da noite para ouvir a história e ficava tentando tirar alguma coisa da história para que ele já começasse a imaginar vários tipos de situações no desenrolar de sua imaginação, foi chegando ao entardecer e seu tio chamou Pedro para ir para casa pois já estava ficando tarde, Pedro com um sorriso no rosto logo se apressou e foi correndo, não esperava a hora de chegar em casa.

Chegando em casa seu tio o mandou tomar banho para o jantar e logo tão logo os dois terminassem de jantar seu tio lhe contaria a grande história.

Como estava na época do Halloween, assim que terminaram de jantar Magnum apagou as luzes de toda a casa e foi logo acender uma vela para entrar no clima, o garoto com medo logo pediu para que acendesse mais de uma vela pois estava com muito medo.

Magnum logo perguntou para Pedro você está preparado para uma boa história de Halloween?

                O garanto em seguida responde: Sim tio, estou o dia todo esperando por esta história, seu tio responde: então vamos lá.

                Você conhece a famosa história do fantasma do fantasma que queria tudo para ele? E logo Magnum começa a falar:

Era uma vez uma menina chamada Lua, Lua era muito extrovertida que acreditava na existência de fantasmas e ao aproximar-se do dia das Bruxas, só queria sair à procura do lendário Kundun Hat, na esperança de encontrar um fantasma assustador para que pudesse dar um bom susto já que Lua adorava histórias de terror.

 

Na noite de 31 de outubro, Lua vestiu sua fantasia e foi encontrar com os seus amigos foi procurar o lendário Kundun Hat, doces e um pouco de aventura. Quando voltou para casa depois Lua quase não conseguia expressar sua felicidade em encontrar o hat, depois do jantar e já sem sua fantasia, encontrou um bom local para guardar todas as guloseimas que tinha ganhado e o kundun hat que havia encontrado, escondendo-os muito bem, pois não queria compartilhar seus doces com ninguém de sua família e amigos e seu precioso hat. Pouco depois adormeceu. A meia-noite, um barulho acordou a menina, e de imediato colocou a cabeça de fora dos lençóis para olhando em direção ao barulho. Que susto! Aos pés da cama estava nada mais nada menos do que um, fantasma!

Todo de branco, deslizava, sobrevoando sua cama. Lua ficou imóvel, olhando atentamente e quase sem respirar. De repente, o fantasma desapareceu.

De manhã Lua contou a sua família o que tinha acontecido durante a noite. A sua mãe tentava convencê-la de que fantasmas não existe e que tudo não passava de um sonho, más Lua insistiu que os pais a acompanhassem até ao quarto para que pudesse olhar. Aí, Lua indicou o local do aparecimento do fantasma para seus pais e de repente,  surpresa!

O esconderijo onde Lua tinha colocado seus doces e seu valioso Kundun Hat tinha sido assaltado, não havia sinal dos caramelos, das balas, dos chocolates, muito menos do seu kundum hat, que ela havia conseguido com tanto esforço no dia anterior. Teria sido o fantasma? Os fantasmas comem doces? 10 anos depois, Lua ainda não tem respostas e os cientistas também não sabem explicar se fantasmas realmente comem doces ou não ou em que consiste a dieta de um fantasma.

O que Lua sabe é que se tivesse partilhado os seus doces naquele dia com os pais e irmãos não teria ficado sem eles. Por isso, neste Halloween, partilha os teus doces com quem ela pode.

Pedro logo interrompe seu tio perguntando o que aconteceu com o valioso Kundun Hat, já que ele estava desaparecido e Lua não tinha nenhuma resposta sobre ele.

Seu tio logo conta que essa história é baseadas em fatos reais e que a casa em que a família de Lua morava e havia desaparecido os doces e o Kundun Hat é a mesma em que seu tio mora, e Pedro logo se anima perguntando se o valioso Kundun Hat pode estar desaparecido em algum lugar da casa, tendo seu tio lhe respondido “quem sabe rs”, basta procurar quem sabe você não encontra.

Como estava muito tarde Pedro acabou adormecendo e acabou sonhando com a história que seu tio havia acabado de lhe contar, para sua surpresa, no sonho havia o fantasma era igual a história que seu tio havia lhe contado, o fantasma Jason lhe disse que havia deixado várias pistas na casa sobre o paradeiro do Kundun hat começando pelo banheiro do quarto principal.

Logo pela manhã do domingo chuvoso Pedro acordou bem animado com seu sonho e desceu correndo as escadas em direção a cozinha onde seu tio se encontrava preparando o café da manhã dos dois, Pedro foi logo correndo para contar sobre o sonho que teve para seu tio, que lhe respondeu que iriam verificar se as pistas eram realmente verdadeiras, após eles tomarem café da manhã.

Pedro comeu ovos fritos o mais rápido que pode para ir em direção ao banheiro do quarto principal junto de Magnum, chegando lá eles começaram a vasculhar todo o banheiro procurando algo que parecesse alguma pista para achar o Kundun hat e para surpresa deles acharam algo no box.

Pedro e Magnum olharam supressos para a pista que acabaram de encontrar que levava a outra pista com uma dica do próximo local onde estaria escondido o Kundun Hat, Magnum estava surpreso de como nunca havia reparado na parede onde estava a pista.

Após os dois pensarem um pouco decifram a pista que levava os dois ao porão da casa, chegando lá estava tudo escuro e com bastante poeira, havia tempos que Magnum não entrava naquele local, depois de algum tempo acharam o interruptor para ligarem a luz, Pedro logo correu para tentar achar algo que levasse ao kundun hat, porém sem sucesso, logo em seguida seu tio viu uma guloseima velha perto de uma estante de livros velhos e logo mostrou para seu sobrinho que todo feliz disse que era a pista que eles estavam procurando, como estava perto da estante Magnum disse que deveria estar por ali a próxima dica e Pedro correu logo para tentar ler os títulos dos livros e logo viu algo que lhe pareceu familiar um livro chamado “O Fantasma Jason” e em seguida mostrou seu tio, que prontamente pegou o livro, ao retirá-lo notou que havia um espaço vago atrás com um botão que abriria um compartimento secreto, Magnum logo o apertou fazendo com que o compartimento secreto se abrisse, e para a surpresa de Pedro lá estava o Kundun Hat da história.

Pedro ficou todo o acontecimento da história e não via a hora de seus pais chegassem para poder conta-los sobre a incrível aventura que teve no fim de semana.

                Naquela noite os pais de Pedro chegaram para buscar o menino que foi todo feliz contando o que havia ocorrido no fim de semana que ele passou na casa de seu tio Magnum.

                Fim



#3 OFFLINE   llucass

llucass

    Servo


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Postado 14 November 2022 - 02:09

Nome do Personagem: Farimon Taru

Título da História: Prelúdio da Insanidade

História:

 

Em um mundo mágico onde criaturas míticas vagam e os terrores são vencidos pela força de heróis, até mesmo os deuses e a morte sucumbem aos seus desígnios. Mas, mesmo que raros, os momentos em que o véu da realidade é rompido existem, e é aí que toda esperança se esvai e até os corações mais temerários congelam. Poucos são os registros que ficam dessas ocorrências, talvez um mecanismo de defesa colocado por antigos deuses criadores contra o caos primordial, mas relato aqui um destes episódios enquanto ainda posso.

 

Um dia encontrei um livro, ou seja lá o que aquilo era. Imaginei que alguém pudesse tê-lo deixado cair em meio a confusão do depósito de “WISLAND”, entretanto era estranho, todos evitavam tocar nele, mesmo que inconscientemente. Sem nem baixar os olhos e notar a estranha presença todos contornavam aquele pequeno livro, se minha memória não me falha ninguém sequer direcionava os olhos para aquilo, todos totalmente alheios. Eu, por outro lado era atraído, meus olhos, minhas mãos, meu nariz, meus ouvidos... qual será que era a sensação, será que era pesado, e o cheiro, do que era feito... nunca havia sentido qualquer coisa como aquilo antes, fui até ele e o ergui do chão.

 

Em um primeiro momento pareceu-me tão pesado como se fizesse parte da pedra no qual repousava e, logo depois, leve como uma pluma, veio até mim. Minhas mãos o seguravam firmemente como se fosse uma “BARRA DE OURO”. Eu o abracei e saí, corri até minha casa, entrei, tranquei a porta e me sentei à mesa. Deixei o pequeno livro lá e fui pegar uma vela para iluminar a casa toda fechada.

 

A luz da vela bruxelava ao lado do meu novo tesouro e fui foleando suas páginas. Um cheiro antigo, páginas amareladas e uma capa preta com apenas o que pareciam letras escritas de uma forma que eu não entendia muito bem, não era tinta, talvez marcas de unhas. Havia apenas uma palavra, prelúdio.

 

Bom, prelúdio, um indicativo de um novo começo? É, foi o que eu quis acreditar, era o que eu precisava após perder minha família e ter que ficar nessa casa contando as horas. Minha esposa e filha haviam sido assassinadas, o culpado nunca fora encontrado e eu nunca consegui abandonar a casa. As lembranças nelas eram muito fortes, apesar de terem sido mortas aqui. Estranhamente o desejo pelo livro conseguiu ser maior que o vazio em meu coração, o abracei e dormi sentado na pequena mesa sentindo a satisfação que nem mesmo uma “BEBIDA DA SATISFAÇÃO” poderia trazer.

 

Sonhei, um sonho vívido, estava em minha casa, sentado em minha mesa, e na minha frente havia uma porta, porta essa que não existia em minha casa. Fui naquela direção, a porta se abriu e fui sugado para um lugar banhado com sombras escuras como nanquim. Olhos se espreitavam, olhos que se escondiam nas sombras e que sumiam quando eu me virava para fitá-los, olhos famintos por algo que eu não sabia definir, olhos que queriam algo de mim. Acordei assustado, já deveria ser dia, sentia o calor do sol esquentando as paredes da minha casa, olhei à minha frente e a porta não estava lá, entretanto havia uma presença, havia uma penumbra estranha que ocupava o lugar onde a porta do meu sonho estava. Mesmo aquela presença era demais para mim, após o sonho eu queria fugir de lá.

 

Estava muito assustado, o medo começou a me consumir e, sem pensar, corri até a porta da entrada. Peguei uma tocha no caminho, saí de casa, a acendi e atirei no telhado, eu havia acabado de colocar fogo em meu lar. Por um tempo observei queimar, esperava que o fogo esquentasse a sensação de frio que o sonho havia me passado, apesar de sentir o calor do sol eu sentia frio. Lembrei da minha família e como a casa era a minha última ligação com minha esposa e filha e o que veio depois do medo foi a dor, sentia novamente a dor da perda delas. Meus joelhos se dobraram, cai chorando com o rosto em minhas mãos gritando “o que foi que eu fiz!!!?” quando uma lembrança entorpeceu meus sentimentos, o livro, ele estava lá e viraria cinza!

 

Corri porta adentro e fui até a mesa onde dormi abraçado com o livro e ele não estava lá. As chamas já haviam consumido todo o segundo andar, eu não teria tempo para procurar. Instintivamente levantei meus olhos para o lugar onde estava a porta em meu sonho e, agora, ela estava lá, aberta, levando para um lugar de escuridão imensurável. Como se fosse uma besta, senti que ela se alimentava de algo, se alimentava da minha dor, das lembranças da minha família que eram consumidas pelo fogo.

 

Corri, dessa vez, porta afora. Escapei das labaredas e daquele lugar sombrio, havia perdido minha família, minha casa e o livro. Nada mais restava. Com as mãos em meus joelhos eu arfava o ar e sentia o calor do sol, o céu estava azul, mas ao olhar para cima percebi o sol totalmente escuro. Como se não bastasse, uma multidão se aglomerava ao redor da casa. Inicialmente imaginei que era para olhar para o incêndio, mas todos voltava os rostos para mim. Olhos arregalados, bocas fechadas, ouvia palavras saindo da multidão, mas nenhuma boca se movia. Eu não entendia o que estava acontecendo quando percebi coisas mais estranhas ainda. As pessoas que se afastavam continuavam a me olhar, pescoços virados em ângulos bizarros e aqueles olhos vidrados em mim sem piscar.

 

Baixei minha cabeça e saí correndo olhando para baixo, não queria mais ver o rosto de ninguém, eu já não aguentava mais o que estava acontecendo comigo. Fugi até o píer e me atirei no mar, eu teria morrido, mas no mesmo momento o navio do “CAPITÃO BATATA” estava passando e me recolheram. Eu gritava pois não aguentava aqueles rostos. Acabaram me trancando em um quarto escuro e aquela escuridão me consumia, eu sentia aqueles olhos na escuridão, me encolhi em um canto e continuei gritando, um tempo depois alguém me agarrou e me jogou no mar próximo a um lugar com vários “CYCLOPS”, eu estava na “DARK FOREST”. Parece que haviam poupado a minha vida, mas não queriam se responsabilizar por um louco.

 

Agora era noite, sentia o frio em meu corpo exausto, minhas roupas pregadas em minha pele ao sair da água. Me despi pois não mais suportava o frio da noite junto das roupas ensopadas e vi que em minha pele, no mesmo lugar que estava o livro na noite em que o abracei e dormi, havia uma palavra, escrita com marcas de unhas, ou garras, e que não doía, apesar do sangue que escorria dali. A palavra era prelúdio. Por mais insano que fosse fiquei feliz, o livro estava comigo, o livro estava ali, em minha pele gravada estava a palavra de sua capa. Algo ainda existia, algo ainda me mantinha vivo.

 

Andei até encontrar uma fogueira rudimentar, percebi que havia sido feita por CYCLOPS mas nenhum deles estava lá, deitei ao seu lado e dormi.

Essa noite também sonhei, eu estava no mesmo lugar sombrio, entretanto, agora conseguia ver um pouco mais o que preenchia a escuridão. Algo serpenteava no escuro, eu percebia o vai e vem de várias coisas, ou de algo gigantesco, que se movimentava, que parecia distante, mas ao mesmo tempo sentia como se estivesse ao alcance da minha mão. Eu flutuava naquele abismo, observando aquilo. Criaturas horríveis se formavam e desapareciam no meio daquela massa de sombras amorfa, quando um tentáculo titânico surgiu daquilo, a ponta afilada como cinzel, e começou a me acertar em movimentos assustadoramente rápidos e precisos. Eu tentava me defender, tentava parar aquilo, mas os meus braços passavam por aquilo como se não existissem, como se aquela criatura habitasse uma dimensão além da que eu existia e pudesse me tocar com aquele cinzel quando e onde desejasse. Eu sentia que sangrava, sentia dor. O ser ao final tomou uma forma circular cheia de olhos. Todos olhos com pupilas pretas como a mais profunda noite. O tentáculo que me cortava parou e me acertou no lado esquerdo do peito. A dor era insuportável, mas como se era um sonho? Do tentáculo percebi que algo entrava em meu corpo e pelas minhas feridas eu sangrava mais do que apenas meu sangue. Por fim, se assim posso dizer, a escuridão me falou: “você é o Prelúdio”. Acordei.

 

Acordei, agora não existia mais dia ou noite, o sol era um circulo vermelho que sangrava no céu, o céu de uma escuridão total que parecia querer engolir toda e qualquer luz que já tenha existido, e em vez de estrelas, olhos, olhos vidrados de várias criaturas ou de uma só criatura que tomava tudo para si. Agora eu não tinha mais para onde correr. Por mais estranho que fosse, apesar da escuridão total que vinha de cima, eu enxergava ao meu redor.

O lugar que eu estava ainda era próximo de uma fogueira, ou do que sobrou de uma, mas em vez de grama o chão estava coberto de pequenos tentáculos escuros que brotavam da terra. Onde antes haviam belas árvores haviam apenas galhos retorcidos com braços, mãos e rostos, das mais diversas criaturas que apareciam e sumiam em uma dança caótica. A terra ao meu redor estava vermelha como o sangue que pingava do círculo no céu que um dia fora o sol, e esse sangue era meu. No meu corpo vários símbolos que formavam palavras e que perdiam o sentido assim que eram lidos, que haviam sido feitos com algo cortante e que sangravam, eu sangrava, e sentia que quando meu sangue acabasse ainda assim algo mais sairia das minhas feridas.

 

Agora não adiantava mais correr, para onde eu correria, do que eu correria? Creio que nem a morte conseguiria me levar. Avistei um ser humano com o corpo para frente e com o rosto voltado totalmente para trás, me encarando, peguei uma pedra e atirei naquele rosto, eu não suportava mais ver aquilo, ele caiu. Seja o que for que aquilo era, mesmo olhando para mim, acho que estava indefeso caído no chão. Talvez no mar ainda existisse salvação. Roubei o barco e remei o mais distante que pude de qualquer lugar.

 

Não dormi mais, por 5 dias eu vi o Sol sangrar no céu e a Lua subia e descia no horizonte. Imagino que aquilo era a Lua, mas para mim parecia a boca de uma lampréia, várias fileiras de dentes formando círculos concêntricos, para uma mente sã a Lua, mas eu era o prelúdio. Em um último momento de sanidade juntei algumas ferramentas metálicas que existiam dentro do barco, coloquei em uma sacola e amarrei em meus pés. Eu estava no meio do mar, esperava que aquilo pudesse me levar para o fundo do oceano. Não pensei naquilo para morrer, queria livrar o mundo de qualquer coisa que pudesse vir após o prelúdio. Imagino que nem “HADES” ou qualquer outro deus poderia causar algo como o que eu estava vendo. Durante os 5 dias eu sangrei, o barco todo estava cheio de sangue e estava prestes a afundar, mas eu não queria ser encontrado.

 

Havia entendido tudo, eu fui escolhido por não ter mais nada que me prendesse ao mundo, aquilo havia feito eu queimar minha ultima lembrança, eu estava sendo usado. Mas não seria mais assim, ninguém nunca iria me encontrar. Me joguei no oceano e afundei. Não estou consciente, mas também não morri. A pressão esmagou meu corpo e nenhum ser se aproxima do que restou de mim e espero que assim seja até o fim dos tempos. Pois sou um registro de quando o abismo tentou dominar a realidade, mais um registro que não existe, mais um prelúdio de uma história que espero que nunca seja contada.



#4 OFFLINE   Kyle Scottfield

Kyle Scottfield

    Barão


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Postado 26 November 2022 - 21:31

 Nome do personagem: Between nightmares

Título da História:A bruxa Malefica

História:

 
 Encandrictax e uma bruxinha adoravel e que tem a aparencia de uma fadinha.
 
 Ela é responsável pela proteção da dean forest junto com seus companheiros aslan, que tem a aparencia de um nobre leao e groot que tem a aparencia de uma árvore muito asquerosa, mas assim com a bruxa, groot e muito adoravel.
 
Encandrictax tem uma segunda personalidade terrivel que assume somente quando ela perde completamente o controle ou alguem fere seus amigos ou destróem a dean forest. 
 
 No dia 30 de outubro, chegou rumores ate a dean forest que um general chamado cenobite iria enviar suas tropas e alguns aliados na noite de halloween, para tomar a floresta e governa-lá.
 
Encandrictax ficou procupada pois os Habitantes da dean forest eram elfos e algumas criaturas que não eram capaz de bater de frente com o exército do general cenobite.
 
 Então Encandrictax entao teve a ideia de tentar falar com o seu mensageiro chamado horper hunter e responsavel pela travessia ate dean forest, para procurar aliados pelas redondezas.
 
Mas ao hoper hunter tentar contato com os representantes de zanknore e iceforge hoper hunter foi surpreendido com um black demon enviado pelo general cenobite para sequestra-lo.
 
Encandrictax sem saber oque iria fazer não teve escolhas a não ser deixar sua segunda personalidade assumir, mas ela sabia que se essa sua transformação poderia a colocar a floresta toda em perigo. 
 E so iria deixar ela assumir quando ela não tiver mas escolhas.
 Então encandrictax pediu para seus amigos que se a personalidade dela passasse do ponto para que eles arrumassem um jeito de parar ela nem que seja matando-a, aslan e groot rapidamente concordaram. 
 
  Quando deu meia noite, general cenobite surgiu com sua horda de monstros agonizados, encadrictax começa a lutar e procurar pelo general cenobite pelo campo de batalha, ao encandrictax achar o general cenobite, ela tenta convencelo a parar com o ataque, mas o general não quis ouvi-la e lançou uma magia muito poderosa em toda a floresta que a atingiu todos inclusive seus proprios aliados e a encandrictax vendo que os habitantes da dean forest  estavam morrendo não tinha outra escolha e deixou sua personalidade maléfica assumir.
 Ao despertar encandrictax(despertada)
Acaba com a maioria dos monstros agonizados, apenas conjurando espectros do inferno para ajudá-la. 
 General cenobite vendo que poderia ser derrotado, logo recua e chama seu aliado pinhead para ajudá-lo a derrotar encandrictax. 
 Todos os habitantes com os espectros da encandrictax finalmente consegue acabar com todos os monstros agonizados. 
 
 Encandrictax  focou totalmente seu ataque no pinhead e o aslan e o groot focou no general cenobite. 
 
 Encandrictax despertada sem se importar com os elfos e seus amigos lança uma magia muito poderosa em campo que atinge todos que estão presentes e logo em seguida acabou com o pinhead com apenas um ataque de fogo general cenobite fica assustado e recua deixando a floresta usando sua magia de teleporte, 
Ao recuar, o general disse que um dia iria voltar, e que isso não iria acabar assim.
 Encandrictax (despertada) muda seu foco atacando sem piedade todos inclusive seus amigos no campo. 
 
 Aslan e groot então tenta conversar para que encandrictax voltasse a sua personalidade normal, mas encandrictax ataca aslan com o mesmo ataque de fogo que ela matou o pinhead, não resistindo aslan morre, groot desesperado lança uma magia que conjura galhos de árvore para tentar segurar encandrictax, mas ela mata brutalmente mata groot com um golpe incinerando ele por completo. 
 
 Encandrictax(despertada) 
Ao ver que nada poderia impedir ela 
Assume o trono de dean forest 
E que não deixaria sua personalidade adorável assumir nunca mais.


#5 OFFLINE   Gellert

Gellert

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Postado 26 November 2022 - 23:01

Nome do personagem: Gellert Grindelwalld

Título da História: Sou um homem morto

História: 

 

   Já faz alguns anos desde a última vez que vi a luz do sol deitar sobre as águas de Wisland - o último lugar que presenciei antes de ser levado para Garath. Desde então, a única coisa que vi, além dessa cela na qual estou, foi a sala onde fui julgado e condenado. “Julgado” é um termo sarcástico, pois os juízes do Rei já sabiam minha pena antes mesmo de conhecerem o meu rosto.

   Fui sentenciado a permanecer preso aqui até revelar meus conhecimentos sobre o paradeiro da Surrender of Methven, a lendária espada do antigo Rei Nestor, a qual inflama a insaciável sede de poder do Rei Garath. Infelizmente, eu não posso revelar o que sei, visto que meu amigo Hugo, vendedor de armamentos de Wisland, contou o pouco que sabia e foi morto logo em seguida. Minha chance de permanecer vivo - se é que posso chamar isso de vida - é continuar em silêncio.

    Escuto passos se aproximando, seguido de um rangido ensurdecedor da fechadura da cela sendo aberta. Nesse momento, entram um Guardião e uma Sacerdotisa do Rei. Ela, ao me iluminar com a luz da tocha e ver o estado deplorável em que me encontro - após anos de torturas inimagináveis -, muda o seu semblante para uma expressão de pena e diz: “Jovem, seu sofrimento já basta, logo você será executado”.

   Após selar o meu destino, ambos se viram e saem da sala. O desespero toma conta. A próxima vez que essa cela for aberta, serei um homem morto. Mas, não acreditei no que os meus olhos viam: a porta não foi totalmente fechada! Sinto que é a minha chance de escapar.

    Arrasto-me como um animal. A dor dos ferimentos aliada à fraqueza da fome e da sede é ofuscada apenas pela primeira gota de esperança que sinto em anos. Crio forças para me levantar, quanto mais ando nessa masmorra infindável, mais vejo a crueldade do Rei Garath. Sou apenas mais um de centenas de presos que o contrariaram.

    Quando menos espero, vejo o portão de saída. DESTRANCADO! Agora acredito que tenho reais chances de sair vivo, finalmente. Sigo meu caminho lembrando das coisas para as quais eu voltarei: minha família, minha cidade Wisland, meus amigos Waliam e Sujufiro (se ainda estiverem vivos). Saio da prisão. Sentir o ar quente da superfície de Garath nesse momento é melhor do que qualquer praia de Ilhas Perdidas.

     Fecho os olhos e, nesse momento, sou feliz. Antes de abri-los, sinto um abraço forte. É o Guardião que viera em minha cela anteriormente, exibindo um sorriso sádico em seu rosto. Nesse momento, entendi. Sofri a mais cruel das torturas: a ilusão da esperança. Sou um homem morto.

    



#6 OFFLINE   Drazoide

Drazoide

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Postado 27 November 2022 - 21:15

Nome do Personagem: Dark Kane

 

Título da História: A Morte de Lestrange

 

História: 

 

- EXEVO GRAN MAS FLAM!!

 

Malditas Medusas! Se eu não tivesse usado essa magia agora, com certeza não estaria aqui para contar história.

Toda estrutura presente na Medusa Tower agora estava em chamas.

Apesar de o único som no local serem dos corpos queimando, também posso ouvir um ruído em crescente, mas familiar…

Segundos depois um summon do meu Jimmy Neuttron, meu primo, se aproxima, com o seguinte bilhete:

 

“venha rápido para a cave de heros! Estou preso, tem algo muito estranho acontecendo.”.

 

*PUF*! O summon dele sumiu logo após me entregar o recado.

 

Montado no meu Boar, corri o mais rápido que pude, atravessando a cidade e as amazons para poder encontrá-lo.

Apesar de ser mais velho, Jimmy nunca precisou de ajuda para sair de algum lugar. Preciso me apressar.

 

Essas Valkyries e Witchs nunca aprendem, sempre morrem na primeira runa de fogo!

Certo, cheguei nos heros. Onde esse idiota se meteu?

 

*Flim!* zumbiu ao lado da minha orelha uma espada extremamente afiada.

 

“NO MERCY” – gritaram três Black Knights.

Me esquivei rapidamente deles e ataquei com uma runa de fogo.

Graças a minha fome por poder, passei muito tempo treinando e meu magic level me permitia derrotar facilmente os adversários.

 

  • Dark!! Você demorou. – disse meu Jimmy.
  • Que ###### é essa? Eu sempre achei que estes guerreiros fossem apenas uma lenda.
  • Eles se transformaram! Eram apenas Heros, mas ficaram mais fortes de repente! Precisamos saber o que está acontecendo, antes que seja tarde.
  • Vamos voltar para a vila. Podemos encontrar algo na biblioteca.

 

Já estávamos há horas vasculhando os livros, tentando encontrar respostas. O cansaço me consumia e já não havia mais café. Meus olhos pescavam, mas não podia esperar o pior acontecer.

 

  • BINGO! – exclamou meu Jimmy.
  • O que você achou? – perguntei
  • Veja! É uma história sobre um ser chamado “Lestrange”. Segundo a lenda, ela surge sempre próximo ao Halloween e conjura uma espécie de névoa que transforma outros seres para que se tornem seus servos.
  • Isso explica os black knights. Mas como fazemos para encontrá-la?
  • Não sei. Precisamos falar com alguém, mas quem saberia sobre?
  • Tenho alguém em mente, me siga.

 

Corri até a academia de Sorceres. Existem poucos magos na cidade, alguns já aposentados. Erick era um deles. O seu trabalho era tecer a vestimenta de quem viera a escolher a profissão.

  • Boa tarde, Sr Erick!
  • Kane! O que lhe traz aqui? Você parece assustado!
  • Derrotamos alguns black knights na cave de hero. Achamos que pode ser algo relacionado a lenda de Lestrange, mãe das bruxas.
  • Há quanto tempo eu não ouço esse nome... – o NPC parecia nostálgico.
  • Eu me recordo... há muito tempo, fiz uma roupa especial para um mago que estava de passagem... seu nome era Warlock. Ele me contou sobre o quão sombria esta bruxa é. O objetivo dele era encontrá-la, para que ninguém mais sofresse em suas mãos. – concluiu Erick.
  • Existem boatos de que a Lestrange prendeu o Warlock em uma torre sem escada, próximo ao Cemitério – Disse Adelmen, o professor da academia, que ouvira nossa conversa de fundo.

 

Mal esperei que Adelmen concluísse sua fala, saí depressa pela porta da academia.

Só existe uma torre no cemitério, não tem erro.

 

- Utani Gran Hur! – puxei a minha velocidade máxima para não perder tempo.

Ao chegar na torre, achei estranho as escadas estarem lá. Nunca havia as visto aqui. Será uma ilusão?!

 

Comecei a subir as escadas e já pude sentir uma aura forte.

Assim que cheguei ao topo, minhas esperanças foram embora. Não havia nada no local, apenas uma alavanca.

Me aproximei para acioná-la e assim que estava pronto para puxar, fui surpreendido por um Stone Golem.

 

Exori vis! – morreu.

Mais um Stone Golem surgiu.

Exori vis! – matei outro.

Mas eles simplesmente sumiam ao serem derrotados, nada de corpos de pedra.

 

- Quem é você? – disse uma voz, me golpeando com um poder também de energy.

- Eu me chamo Dark Kane! – disse.

 

Eu não podia vê-lo. Olhava para os quatro cantos da torre, mas não havia nada ali.

Minha guarda estava alta, embora cada segundo que passava, mais cansado me sentia. Minha mana estava sendo absorvida.

 

- Preciso da sua ajuda, Warlock! – gritei, imaginando que estaria realmente em sua presença.

Eu não podia tentar atacá-lo, caso contrário, não teria sua confiança.

 

- Preciso derrotar a Lestrange! – continuei.

- Soube que você tentou derrotá-la no passado. Preciso de sua ajuda para encontrá-la.

 

- Dark Kane... a criança amaldiçoada. Eu sei quem você é. – disse Warlock.

 

“A criança amaldiçoada? Que ###### esse velho está falando?” – pensei.

- Ouça Kane, se você quer derrotar Lestrange, precisará adentrar ao mais profundo solo deste cemitério.

- No passado eu a encontrei com muito esforço, mas minha força sozinha não foi o suficiente.

- Por que ela não te matou? – perguntei.

- Até hoje me pergunto isso, talvez seria melhor do que viver no topo desta torre, no qual ela me prendeu. – respondeu Warlock.

- Existem muitos mortos-vivos, Demon Skeletons, Vampires, entre outras forças poderosas que você terá que desafiar antes de chegar onde precisa. Do jeito que você está, não conseguirá passar por tudo isto.

- Esta alavanca serve para desbloquear a passagem de um item que escondi. Assim que você encontrar, utilize-o para conseguir passar pelos monstros que vivem por lá. Boa sorte, Kane! – completou, Warlock.

 

Agredeci pela ajuda e desci a torre. Contei para o Jimmy o que precisávamos fazer e começamos a descer dentro do cemitério por uma escada rodeada de velas que havia logo após a torre.

Havia fantasmas e esqueletos por todas as partes, mas não eram tão fortes para nos parar.

Encontramos uma passagem, parecia um ninho de vampiros. Não pensamos muito e descemos com as mãos flamejantes, pronto para soltar fogo em tudo o que viesse pela frente.

Quanto mais nos aprofundávamos, mais vampiros e banshees apareciam. Até que encontramos um baú com uma Spellwand. Usei a varinha sob minha cabeça, conforme Warlock ordenou e fui transformado em uma múmia. Não sei como isto seria útil, mas continuamos a viagem. Ao subir novamente, algo me surpreendeu. Não estávamos mais sendo atacados pelos monstros do local, certamente a magia da Spellwand nos disfarçou bem.

Continuamos descendo em cada buraco que encontrávamos e surgiu em nossa frente um caldeirão gigante. Ao lado estava um monge, parecia calmo apesar do cenário em volta.

 

- Nobres guerreiros. Eu sei o motivo de vocês terem chegado aqui. Eu sou Berethiel, irmão de Xanroar, o monge do templo da cidade de Duskwood. Assim como Warlock, eu também fui amaldiçoado pela Mãe das Bruxas! O caminho que vocês procuram está logo aqui, neste caldeirão. Mas para que possam se sentir mais confiantes, irei benzê-los.  – Disse Berethiel, juntando suas mãos.

 

Assim que ele completou a sua fala, ligeiramente pude me sentir mais leve. Não sei descrever muito bem, mas parecia que os Deuses do Tibia estavam conosco.

 

 

 - Agora vocês estão prontos. Prendam a respiração e entrem dentro do caldeirão.

 

Precisávamos confiar no monge. Já chegamos muito longe para recuar agora. E assim fizemos, contamos até 3 e pulamos!

 

Fomos teletransportados para um covil, o local se parecia com algumas cavernas, não eram tão grandes e tinha algumas estátuas de bruxos. Continuamos seguindo o único caminho possível.

 

- HahAHahahAHhahA – uma risada digna de filme de terror ecoou em nossos ouvidos.

- Temos visitantes! – voz rouca.

- Vamos acabar logo com isso, irmãzinha. Estou com fome! – Minerva.

 

Jimmy arremessou uma Knife no primeiro vulto que passou ao nosso lado. Acertando de raspão e revelando a primeira Bruxa, que não parava de rir.

 

- HahAHahahAHhahA! CRIANÇAS, EU IREI DEVORÁ-LOS – gritou Minerva.

- Deixe o metido a feiticeiro para mim! – exclamou Argana, a segunda bruxa, revelando a voz rouca anterior.

 

- Jimmy! Não fique longe, proteja minhas costas – Gritei para meu primo.

- Certo! – respondeu Jimmy.

 

- Exevo Flam Hur! – Rapidamente soltei a magia de fogo visando acertar as duas.

 

Argana tomou a frente estendendo sua mão e absorveu grande parte da minha magia, fazendo com que Minerva não sofresse tanto dano.

 

- Dark, com fogo não conseguiremos acertar a mais velha. – disse Jimmy.

- Sim, aparentemente ela consegue absorver, mas a Minerva foi atingida. – Respondi.

 

Jimmy avançou rapidamente em contrapartida de Argana, golpeando-a com sua espada.

O movimento que ele fez foi proposital para que separasse as duas e me deixasse livre para atingir a Minerva.

 

Exori Flam! – atingi em cheio.

 

Minerva respirou fundo e ergueu suas mãos, instantaneamente um fogo ardente se expandiu por todo o local e ela conseguia o controlar, fazendo subir e descer, causando queimaduras em nós.

 

- Dark, acabe logo com ela, não irei aguentar segurar a Argana por muito tempo! – disse Jimmy.

 

Aparentemente Minerva era a mais fraca entre as duas. Preciso me concentrar e acabar logo com ela.

 

Enquanto me preparava para meu próximo ataque, Argana conseguiu se desprender e arremessou o Jimmy em minha direção, fazendo com que nós dois ficássemos no chão.

Quando olhei para frente vi uma bola de fogo gigante vindo de encontro, magia proveniente ao ataque concentrado de Minerva.

Joguei um Might Ring em direção ao fogo iminente que viria a nos atingir e isto fez com que o dano fosse diminuído.

 

Jimmy levantou-se rapidamente e disparou sua espada contra Minerva, prendendo-a contra a parede. Era a brecha que eu precisava.

 

Exevo Flam Hur! – consegui golpear fatalmente a Minerva.

 

- Irmãzinha! – gritou Argana, espantada.

- Vocês... eu irei DESPEDAÇAR vocês! – continuou.

 

Argana conjurou um Juggernaut e um Demons. O monstro verde era do tamanho de uma casa.

 

Jimmy trocou sua espada habitual por uma Ice Rapier e foi de encontro ao Demon, atingindo seu coração e torcendo a espada.

*PUF* o demon sumiu e ressurgiu logo em seguida.

 

- Não adianta, Jimmy! São apenas summons, precisamos nos concentrar em derrotar a Argana.

Me esquivei de um ataque feroz do Juggernaut.

 

Argana parecia cansada. Conjurar esses monstros deve ter consumido grande parte da sua mana.

Jimmy era rápido e como um zap, acertou um golpe certeiro ziguezagueando entre os três seres.

 

Enquanto Jimmy atingia-os, aproveitei para tomar dois litros de mana em pote. Respirei fundo e conjurei:

 

EXEVO GRAN MAS VIS! – Atingindo todos dentro da sala, inclusive o próprio Jimmy. – Infelizmente uma magia de área tão grande não era capaz de ser guiada para apenas inimigos.

 

Os summons sumiram.. Argana, ajoelhada ao chão, com dificuldades para respirar, disse pausadamente:

 

- Vocês... irão... pa...gar...

 

Antes de terminar sua frase, surge uma névoa tóxica terrível.

 

SPLASH!

 

A cabeça de Argana foi esmagada por um ser medonhamente sombrio.

Lestrange surgia em nossa frente.

Olhar diretamente para seus olhos pretos, causavam náuseas.

O ambiente parecia mais pesado, a névoa adentrava em nossos corpos, fazendo ranger nossos ossos.

 

- Vocês as mataram. O que acham que merecem? – Disse Lestrange.

- Nós... – começou Jimmy.

- Calem a boca, malditos! – Gritou nossa oponente.

- EU SOU LESTRANGE. A MÃE DAS BRUXAS. VOCÊS E TODOS DESSA CIDADE MISERÁVEL IRÃO AGONIZAR EM MINHAS MÃOS. – continuou.

 

Ela era ridiculamente poderosa.

Erguendo suas mãos, Lestrange uniu eu e meu primo um contra o outro, nos levantando e fazendo com que nossos corações apertassem a medida em que ia levantando seus braços.

Não tinha como nos mexer, não havia mais força.

 

- Não podem falar, malditos? Onde está a força de vocês agora?

 

Quando pensamos não ter mais saída, surge um energy beam, um golpe extremamente poderoso, pegando Lestrange desprevenida e a jogando longe.

 

Esse poder inigualável veio de Warlock, que se aproximou da Bruxa e disse:

 

- Eu jurei que te mataria! E cumprirei com a minha promessa.

- HAHAHAHAHA, idiota! Você acha mesmo que isso seria capaz de me derrotar? Deveria ter te matado na primeira vez em que pude! – respondeu Lestrange.

 

Furiosa, Lestrange disparou uma magia de morte, parecido com uma SD. Derrubando instantaneamente Warlock. Ela se apriximou do mago, que estava estirado ao chão, ergueu o corpo e com suas próprias mãos, o decapitou. Em seguida, ergueu a cabeça de Warlock em nossa frente.

 

- Vocês serão os próximos.

 

Neste momento eu estava em choque. Não pude acreditar que Warlock estava morto em nossa frente, de forma tão brutal.

 

Jimmy chamou minha atenção, me dando sua espada, pediu para que eu a encantasse. Conjurei com o melhor que pude e devolvi em suas mãos a sua espada, que agora continha um nível altíssimo de chamas mortais. 

Ele pegou a espada e partiu para cima de Lestrange e com dificuldade, depois de zapear diversos golpes, encravou a espada flamejante por baixo do queixo da Bruxa.

 

- Dark, essa é a nossa única chance! Faça o seu melhor!

 

EXEVO... GRAN... MAS... FLAM! – Transcendi com toda minha mana restante, o mais forte golpe que eu poderia.

O fogo conjurado se parecia com lava, explodiam em todos os SQMS do ambiente, borbulhando tudo o que estivesse presente.

Jimmy, mesmo sendo atingido também pelo meu poder, agarrou firme na espada que já estava presa no queixo de Lestrange e rasgou para cima.

 

A névoa negra se dissipou e o corpo da Bruxa, começou a sumir, ainda queimando, como se fossem cinzas subindo ao vento.

 

- Conseguimos... – falei ao meu primo.

Jimmy caiu no chão, a força bruta utilizada por ele era tão grande, que estava incapaz de movimentar.

 

Coloquei-o em minhas costas e usamos um teleport que estava presente na última estátua da sala, que nos teletransportou para a torre em que Warlock vivia. As escadas não estavam mais lá, e o cemitério estava estranhamente vazio. Sem sons e sem fantasmas.

 

Após duas semanas, já recuperados de nossa batalha mais épica até então, finalizamos um novo livro que faria parte da biblioteca da cidade, e o seu título era: A morte de Lestrange. Dando origem assim, a mais uma lenda de Duskwood... Eu, Dark Kane.



#7 OFFLINE   Lixeiro do Depot

Lixeiro do Depot

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Postado 27 November 2022 - 22:38

Nome do personagem: Governador
Título da História: Lamentações
História:

 

Infortúnio

 

Cuidado, treva… caminhando por Tanaris em uma noite que caía.

Um desconhecido na minha direção oferecia.

E nas minhas mãos um cubo misterioso garantia… a sorte de toda a vida… tristeza não mais me seguiria.

 

Onde mais sondar senão aqui? Se a vida é grande, por que sorte nenhuma me seguiu?

Quis ser deixado de lado, oh grande espírito tirano… tens piedade de mim, sou incessantemente mundano.

Agora abençoai-me e meus ensejos regozijai-vos… pois a conquista será minha.


Carrego em minhas mãos um cubo, enigmático o exploro… o monto e desmonto, aos poucos o decoro.

Curioso, coisa rara… escuto o coração bater. Sinto que algo ruim vai acontecer.


As janelas da minha sala são ofuscadas por forte luz branca… um medo incomum me estanca.

Eis que de repente uma porta se abre na parede da minha sala.

Fico paralisado, num terror incrível meu corpo não responde… coragem coragem, repete minha alma vaga… que resta eu a perder? Ao menos uma coisa da vida hei de merecer.


Caminho em direção com meu pé de bota.

Me aventuro dentro desse labirinto que se abriu… escuro, um cheiro forte nos corredores se inseriu.

Sinto náuseas, foi embora a minha sorte… o cheiro que sinto é de morte.

Escuto gritos do lado interno… pessoas choram lamentando. Será que estou no inferno?


Algo horroroso chega até mim… é uma voz que atormenta meu espírito… “sua alma é tão corrupta quanto a minha!

Um demônio proferiu essas palavras… “Sou Baphomet” o seu nome me disse “eu vim para matar, destruir”... corro assustado, medroso volto para a entrada de onde vim.


Por que sinto medo?

Maldita a minha fraca condição humana… fui feito um homem para na terra sobreviver.

Deste chão que piso, promessa agora irei fazer… uma vingança em breve a terei.

Ancoro a minha vontade… e com esses dois punhos a terra conquistarei.

Criatura maligna, do fundo do meu coração faz-me ser rei… com ódio a todos a punição severa depositarei.


Escuto então aplausos atrás de mim.

Vacilei que estivesse sozinho… volto-me para trás e caio horrorizado enfim.

Me encaram os olhos escuros de um demônio… toda sua cabeça rodeada por pregos.

Seus dentes podres sorriem… grandes, vão ficando mais perto.


“Tudo o que disse ouvi, as lamentações ecoaram longe… aqui te reconheci.

Sou Pinhead. Tu resolveu o mistério do cubo… e então apareci.

Oh espécie de alma, foi tu que me chamou!

Venera agora estátua rubra, sou teu deus e teu demônio.

A ti tudo será dado e nada perdoado… esquece o que um dia tu amou.

Dor e prazer te acompanhe… pobre manequim de infortúnio.”


Dê-me água e comida.

Dê-me ouro e poder.

Mesmo que eu chore ainda.

Faz-me transcender.


“Planos horríveis tinha para ti.

Os teus piores sonhos ia te fazer experimentar.

Tua pele e corpo queria atormentar.

Mas tuas lamentações mudaram os meus planos.

Alegra-te triste… tua vingança terá com atos desumanos.”


Somente para ti terei a minha devoção.

Enternece-me feroz com a crueldade… servir ao mal será minha prioridade.

Sinto meu resto de espírito afundar.

Surge dentro de mim algo vil e peculiar.

Pinhead é meu deus e meu demônio… os sonhos teus quero realizar.

Vou atrás de uma magia… pro teu espírito invocar… aqui neste reino, juntos vamos governar.


Nos pensamentos de Pinhead


“Já fui homem um dia.

Somente o prazer da carne era a única coisa que me valia.

De tudo experimentei… muito curioso, querendo mais incessantemente almejei.

Assim nunca satisfeito, meu destino encontrei… foi por um cubo misterioso que para o inferno viajei.


A dor é prazer, a eternizo na pele de cada humano.

Fazê-los sofrer é meu maior vício… sou um ente profano, terrível tirano.

Sou no inferno um rei, o notável líder dos cenobitas.

Há muito tenho planos pro meu exército.

Sofrimento maior na terra dos homens quero causar… consegui uma brecha, agora posso articular.

Humano tolo… confia a mim que glória irei te dar… mal sabe que na verdade vou te manipular.

Do inferno pretendo escapar… para esse pesadelo nunca mais voltar.

No plano dos homens quero depositar… a sórdida esperança da minha sina anular.”


Versos do evangelho de sangue


Parte I


Vim para aqui encontrar… a ruína na terra, cada dia mais perto hei de causar.

Tanaris é um deserto, tão seca e estéril… nada nela cresce.

Sou agora a celebração da angústia… somente o caos me enaltece.


Um barco se aproxima… é do capitão Jaum.

Embarco com ele, para Andorhal vou viajar… lá existe um governador a quem irei assassinar.


Duas pessoas ao meu lado conversam… calado, finjo que durmo.

São dois guerreiros… orgulhosos, exalam suas vitórias a cada palavra.

Vou me preparando, devagar vou me aproximando… desço contra eles o valor da minha clava.


O sangue deles escorre, inunda cada vez mais o barco… antes que o capitão chegue, todos os seus pertences na minha bolsa guardo.

Enrolado num pano… um objeto encontro para o meu espanto.

É um coração de ethershreck, algo muito valioso… já tenho em mente a quem oferecerei este item pretensioso.


Mas antes, deste barco devo ir… escuto passos de alguém que está por vir.

O apunhalo pelas costas… adeus meu amigo… Capitão Jaum, em alto-mar tu foi ferido.

Queimo o barco e o afundo… te enterro nos braços do teu amor mais profundo.

Perdoe-me oh meu amigo… Capitão Jaum, no oceano serás eternamente soberano.


Parte II


Passo horas nadando, finalmente vou me aproximando.

Andorhal me aguarda… fujam todos de mim, com fogo e raiva… a cidade ficará queimada.


Salve oh grande Governador de Andorhal… a ti ofereço a minha lealdade.

Dê-me as mais difíceis missões… as cumprirei com humildade.

E com a sua prece, unge-me… vencerei para sua glória toda adversidade.


Diante de seus pés fico prostrado.

O Governador se aproxima… para a sua benção fico preparado.

Eis que de súbito… vou em seu pescoço e com uma faca em sua garganta o mato.


Mais um em minhas mãos morre… o inferno na terra, das minhas mãos decorre.

Roubo para mim todos seus valiosos pertences… coisas que nunca vi encontro.

Um lament’o’meter em minhas mãos ponho… entendo, um demônio na minha direção exponho.


Saio para a cidade, mato a todos que encontro.

Fogo coloco em tudo… hoje, eu me tornei um monstro.

Roubo o barco do Capitão Alface… para Tanaris vou retornar.

Vou mostrar ao Rei Titânio… na terra, ele não mais irá reinar.


Parte III


Em Tanaris há no alto de um templo… nele vive um rei que para a cidade é um exemplo.

Antigamente eu o servia… escravo de suas ambições me fazia.

Já estou perto da cidade… preparo minhas flechas de fogo, assim cumprirei minha iniquidade.


Atraco meu barco roubado.

Passageiros se acumulam com espírito exaltado.

Escuto gritos, um deles está irado.

“Quanta demora. Maldito seja, capitão safado!”

Não fico enfezado.

Sinto-me, na verdade, lisonjeado.

Calmo, mato a todos com a lâmina do meu machado.


Ateio fogo na cidade… a todos eu mato, assim cumpro devoto à minha cruel religiosidade.

Oh Pinhead, meu deus e meu demônio!

Vê do inferno as almas que te mando.

A ti, tenho dedicado cada ato insano.

Tornei-me um blasfemador na terra.

Não esqueça de mim, faço jus a essa guerra.


Tanaris arde em brasa… quente, sucumbe no fogo que a arrasa.

Matei todos os habitantes da cidade… sem piedade, contemplem a minha insanidade.

Vejo rastejando ao longe… Rei Titânio, aos prantos foge.


Oh nobre Rei, a quem um dia eu servi.

A ti louvo e a ti saúdo… experimenta esse amargo sabor graúdo.

Com a lâmina da minha espada… sua cabeça a corto acirrada.


Um pecador


Continuo a minha jornada… duas cidades queimei nessa empreitada.

Assassinei a um grande amigo… cruel destino será meu castigo.

Vou em direção a Garath… mais um rei pretendo aniquilar.


Caminhando saí do deserto.

Dentro de uma floresta sombria fui parar.

Aparece em minha direção… um anjo do alto a me encarar.


“O que fizeste, criatura humana?

Com pecado sujaste tua alma puritana.”


Tornei-me um ente imundo.

Meu pecado dessa terra é oriundo.

Fui humilhado por toda a vida.

Dei a eles o ódio dessa dívida.


“Tua força provaste.

Para trás, o amor deixaste.

Um demônio te usara.

Tua recompensa não será rara.”


Está tu enganado.

Um trato foi anunciado.

Aqui na terra serei rei.

Governar com um demônio farei.


“Oh criatura humana, suplico-te.

Desista enquanto pode, esconde-te.

Olhai o mal que fizeste.

Arrependei-te do pecado que tiveste.”


Meus atos estão feitos.

Coloca em mim defeitos.

São todos suspeitos?


“Pinhead é cruel e articulado.

Não percebes? Tu é manipulado.”


Em ti não acredito.

Vou te dar um veredito.

Depois que Pinhead eu invocar.

A ti e aos céus irei matar.


“Vejo finalmente que estás perdido.

Pobre espírito iludido.

Ódio e raiva não são a cura.

Tua alma tu censura.”


O anjo desaparece.

Com dúvida meu espírito enfurece.

Será que estou errado?

Não me sinto emancipado.


Provei que tenho força.

Mas poderia ter usado sem querer vingança?


Os adoradores de Korzus


Chegando perto de Garath vou ficando.

Demônios vêm se aproximando… clamando a um deus gritam adorando.

Um deles fala comigo… finge ser meu amigo.


“Hail Korzus! Hail Shaburaks!

A ti tenho esperado… no inferno tem sido homenageado.

Teu plano foi-me revelado… segue-me por esse caminho irado.”


Eis que me deparo com uma entrada misteriosa.

Seguindo a esse demônio, entro nessa nebulosa.

O lugar é um labirinto.

Um grande mal ao redor pressinto.


Escuto gritos que saem das paredes.

“Korzus veja a destruição que trago por ti!”

“Hail Korzus! Hail Shaburaks!”


Aqui eu nunca estive…. dizei-me demônio para quem tu vive?


“Sou um Shaburak!

Para uma criatura sirvo… Korzus é seu nome, meu objetivo.

Uma proposta quero te fazer… ouve-me para esclarecer.

Sei que Pinhead a este mundo queres trazer… magia para isto irei te prover.

Mas há um custo para o teu desejo… destruição ao mundo também almejo.

Korzus deve vir junto… o que achas deste assunto?”


Oh Shaburak, quantos demônios nessa terra vão reinar?

Destruição ao mundo, nenhuma proposta irei declinar.

Dizei-me o que precisa, qual magia vamos praticar?


“Tenho quase tudo pronto… ansioso esperei por esse ponto.

Durante anos me dispus… criar uma magia para trazer Korzus.

Tu tens os itens que preciso… Korzus e Pinhead nascerão nesse piso.”


Tenho comigo um coração de ethershreck, um lament’o’meter e um cubo de lamentações.

O que mais te submeter falta? Quais serão tuas ações?


“Um copo do teu sangue… dê-me e torna-te parte da minha gangue.

Pinhead aparecerá… e Korzus também retornará.”


Ao Shaburak dou meu sangue.

Ele mistura tudo no chão… remexendo com as mãos, cria uma poção.

Proclama palavras estranhas… demônio cheio de artimanhas.


Sinto uma sensação ainda mais sombria… bate meu coração com essa euforia.

Estou cada vez mais perto do que quero… trazer dor a esse mundo espero.


Ele termina a invocação… estende-me a mão, oferecendo um pouco da poção.

“Bebe, bebe” repete o Shaburak para mim… “vamos ver qual será esse fim.”


Bebo da poção… o Shaburak se enche com os olhos cheios de emoção.

Sinto a minha barriga remoendo… não aguento, o gosto é horrível… puro veneno.

O Shaburak grita palavras profanas… indignas, soam aos meus ouvidos insanas.

O chão ao meu redor treme… um vento forte soa e me espreme.


Um portal se abre na minha frente… poderoso, onipotente.

Finalmente surge irreverente… um demônio gigante.

Com chifres pretos em sua cabeça, uma pele vermelha tão grossa… as garras de suas mãos me seguram… apertam-me forte… sinto de perto a morte.

“Diga suas últimas palavras.”


Morto. Sou mandado ao inferno.


A traição


“Aqui te encontras, espécie de alma… dê-me a sua palma.”


Encantado com suas palavras, estendo minha mão a Pinhead.

Ele segura meu pulso firme… bebe meu sangue infame.


“Criaste uma magia… em seu sangue parte dela contagia.

Pegoa-a toda para mim… morra, neste inferno enfim.

Finalmente tenho uma passagem… ao seu mundo farei viagem.”


Pinhead desaparece da minha frente.

Deixa-me no inferno desolado… pobre mim, coitado.


Lamentações


Destino cruel comigo.

Tornei-me imortal mendigo.

Para sempre no inferno.

Sofrimento meu será eterno.


Decisões erradas tomei.

Por causa do ódio me transformei.

Quis de todos me vingar.

Resta-me somente lamentar.


Aos demônios depositei.

Ingênuo, minha sorte entreguei.

Fui um tolo manipulado.

Como pude num demônio ter confiado?


Atos terríveis eu fiz.

A vida de um amigo desfiz.

Cidades inteiras arruinei.

Com fogo as queimei.


Reflito se hoje iria mudar.

A qual vida consolidar?

Se pudesse, quem me dera voltar.

Somente o amor iria fomentar.


No meu coração banido.

Nada é proferido.

Oh pelos céus, tenho eu outra chance?

Não! Meu clamor não tem alcance.

 


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#8 OFFLINE   GutoVaz

GutoVaz

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Postado 27 November 2022 - 23:31

Nome do Personagem: Lord Baphomet
Titulo da história: Runnin' for Life
História: 


Doce Halloween...

 Como uma batida musical, sendo sentida cada vez mais, e mais vibrante, as épocas festivas se aproximam!

 Um continente inteiro aguarda esta celebração, afinal, são as bruxas e magos que realmente mantêm vivos os mais valentes aventureiros a fronte de qualquer desafio. Estoques de poções mágicas, por vezes alucinógenas, já se acumulam nos porões de todos os casebres e chalés. Vilas inteiras que de longe podem ser avistadas por iluminadas pumpkin heads flamejantes, costume este de celebrar a grande derrota do terrível Jack-O’-Lantern que por outrora aterrorizou nossas terras. Uma linda celebração macabra, para alguns ainda traumática, é um êxtase catatônico para outros.
 Arrepios que vão da cervical ao sacro, essa busca por euforia talvez seja um reflexo para sentir novamente a adrenalina percorrer em seus corpos. Esse desejo intenso emana ondas que se propagam com os ventos de outono, ventos estes que ajudam pouco a pouco a renovar a paisagem.
 As folhas caem…
  E com a chegada da noite, as árvores agora despidas, dançam ao som uivante de fortes rajadas, e há quem diga já ter ouvido lamentos e avistado sombras estranhas a espreita do bosque, ano após ano, nesta mesma época. Fagulhas mágicas que voam por aí, formam uma grande rede de energia que se conecta através dos planos ficando  mais intensas ao correr dos dias.
 Essa conexão não pode ser sentida por meros mortais.
 Bom, nem todos…
 Havia um garoto especial, seu nome era Asmodaeus. Adotado por um casal de agricultores, que o resgatou de um chalé em chamas quando era apenas um recém-nascido, Asmodaeus era responsável em manter as plantações de abóboras livres dos corvos negros, ajudando assim o sustento de sua família, e também garantia as celebrações de Halloweem, um jovem muito habilidoso quando o assunto era entalhar os frutos robustos que produziam. Esta habilidade de desenhar fora dos papiros,  já foi por vezes motivo de chacota, geradas talvez, por sentimentos primitivos de cobiça de quem não era dotado de tal façanha.
 
 Asmodeus, ainda em sua infância era fanático por todo tipo de arte visual, seu paladar já ia além das pinturas em telas, seus olhos viajavam com fascínio, e admiravam desde os pilares de grandes estruturas, até símbolos registrados nos livros de ocultismo a qual ele tinha acesso na única igreja do continente, mas Wisland era pequena demais para essa sede de prazer que ele  sentia quando estudava mais técnicas artísticas. Aos 14 anos, decidiu que aumentaria suas fronteiras, e fez curtas  viagens  por diversas cidades do Radbr, onde além de conhecimento, encontrou novos clientes para a pequena fazenda de sua família. Era um ano mais que especial, pois a cultura de decorar suas casas no halloween estavam ainda mais intensas naquele ano.
 As festas se deram início dias antes de Asmodaeus notar que, além dos tradicionais postes de querosene, novos modelos gradualmente começaram surgir pela cidade, ninguém parecia notar a falta de esquadro. Desalinhados, quase que aleatórios e ineficientes. Mas nada passada despercebido do seu sentido aguçado. Algo estava diferente, mas ele não imaginava uma explicação plausível, mesmo estando curioso e  deicidiu deixar seu jeito sistemático de lado, pois as horas pareciam correr ainda mais depressa nessa época.
 Os bares já se faziam lotados, bruxos, aventureiros, bardos e meretrizes. Todos festejavam mais um ano, o dia das bruxas. Essa comemoração começou a se prolongar, e no bar do Canabrava não poderia diferir, Asmodaeus que já havia vendido todas as pumpkins dirigiu-se até a cidade de Tanaris para provar das mais diferentes poções e celebrar, no caminho pode sentir uma força diferente emanando daquelas curiosas lamparinas que mais cedo deixara o jovem intrigado.
 — Conseguiram criar um aparato de uma magia eterna para iluminar nossas cidades? — Indagava a si mesmo, com certo receio disso ser o fim para os negócios de sua família. Pela segunda vez decidiu que eram apenas preocupações de sua cabeça.
 Chegando ao estabelecimento, Asmodaeus não perdeu tempo, foi degustar os sumos mais raros de todo continente, em especial, uma seiva que fora extraída das raízes das florestas negras, onde viviam grandes fungos mágicos que protegiam o local...

 Morcegos já tomavam os céus, a lua na sua forma mais brilhante imperava acima de suas cabeças, os sentidos daquele jovem já estavam no ápice de sua flora, e era hora de partir, o caminho ficava cada vez mais longo, seria o calor do deserto ou os alucinógenos daquelas poções?
 Asmodaeus sentia uma energia desviando o foco do seu rumo  pouco a pouco, aquela sensação de prazer era tão boa que ele simplesmente se deixou levar, seguindo o sentido oposto ao barco, horas andando descalço na areia ainda quente do deserto. Enfim foi atraído até o inicio do grande bosque do lado Sul de  Dark Forest, focou-se em uma sombra que ia do chão até próximo da onde seria a copa das árvores, e se aproximou para tentar identificar. Era uma Lamparina! Surpreso em ver aquilo no meio do nada, tão longe da cidade, pode perceber então que não era apenas implicância e algo estava muito errado. Quando tocou o objeto pôde sentir uma sensação de prazer indescritível, uma luz ofuscante atraia-o ainda mais próximo, e uma criatura se transfigurava em sua forma carnal diante de seus olhos.
"Gostou de se conectar ao nosso plano?" Disse sorridente aquela criatura grotesca lhe estendendo a mão com um objeto curioso.
"Isso se trata do mais complexo quebra-cabeças, quase impossível de ser desvenda... Que grosseria a minha!
 -Permita-me, sou  o General dos Cenobitas, uma raça superior!"
 Estonteante com aquela situação bizarra, Asmodaeus foi logo tomando pra si aquele cubo cheio de símbolos incompletos.
 "Mas o que eu ganho com isto?" Questionou Asmodaeus.
 "Sentirá o prazer mais eufórico de sua vida!" Replicou o Cenobita.
  E antes mesmo que os dois pudessem notar, as peças conversavam entre os dedos daquele jovem, um a um os símbolos ocultos foram revelados, e Asmodaeus acordou em outra dimensão, sentindo uma dor insuportável de lâminas cortando seus pés, mal podia se mover, como quem carrega o peso de um planeta em suas costas. Como se fosse dentro de seus tímpanos, Asmodaeus ouvia gritos, gemidos e gargalhadas, uma confusão mental potencializada pela ingestão abusiva na celebração anterior. Quanto maior era a dor do jovem, maior era o sadismo de quem o assistia lutar pela sua vida.
 "Corra Asmodaeus, corra! MWHAHAHA!"
 - Asmodaeus! Lhe oferecemos o nosso mais puro prazer!"
 “Corra Asmodaeus, corra!"
As paredes daquele antro se moviam, como um labirinto, não havia saída, quanto mais ele avançava, maior era a dor sentida pela tortura sadista daquelas criaturas. Golpes de chicotes eram desferidos contra o réu que corria por sua vida, sem rumo, em um loopping desesperador. Asmodaeus chegou a perfurar seus próprios olhos com seus dedos na tentativa de aliviar aquela dor.
 — Deus, isso nunca abará? Se a dor continuar, eu não vou conseguir! — Implorou Asmodaeus que a essa altura já nem se parecia mais um ser carnal.
— Onde está a sua determinação, meu amigo? — Zombou o Lesser Cenobite.
 Aceitando seu trágico destino Asmodaeus gritou:
-Eu tenho gritado até que minhas veias colapsassem, tudo que me restou é insano. Não há mais sangue para drenar em meu corpo. Eu não aguento mais!
 Um silêncio paerou por instantes, o grande líder dos Cenobitas se fez presente, PinHead o sádico.
 — Enfim aceitou quem realmente és? Pai da luxúria, CORRA POR SUA VIDA!

Utilizando-se de suas últimas forças, Asmodaeus se levantou, e inexplicavelmente sua forma carnal quase esquartejada iniciou uma grande metamorfose. O demônio se revelou.

 — Asmodaeus o príncipe do inferno! Você morrerá por sua busca pelo prazer! — PinHead já a postos de finalizar sacramento.

Asmodaeus:
-Acho que vou deixar o melhor para o final
Eu direi o que eu tenho que dizer, e depois juro que vou embora…
Mas não posso prometer que você gostará do barulho.
Dê um passo à frente, veja o demônio em mim
Eu mostrarei a raiva que tenho escondido
Eu te enganei porque eu sei o que você fez, você não é o que parece!
Eu e você não podemos decidir qual de nós passámos despercebido
Você foi deixado comigo porque você não me deixou escolha.
Você deveria ter me queimado quando teve a chance, agora é tarde para matar o que criou!
Apenas um de nós está destinado a sobreviver, e esse não será o seu destino!






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Referências:
Renascido do inferno - Hellraizer
The Devil In I - Slipknot
Duality - Slipknot



#9 OFFLINE   Layane

Layane

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Postado 27 November 2022 - 23:32

Nome do personagem: Lady Lilith
Título da História: Ascensão!
História:
  Mais uma celebração se aproximava no Radbr, dessa vez para lembrar-nos da derrota dos cruéis vilões que tentaram assombrar os corações mais inocentes e até mesmo os mais impuros do nosso mundo… enfim chegara o Halloween, conhecido por poucos também como Dia das Bruxas. Foram as mentes astutas dessas mulheres que sucumbiram os males que um dia nos atingiram, com seus feitiços poderosos, rituais e magias avassaladoras, ainda que não tão reconhecidas.

 Apesar de ser comemorada, essa data é a marca de muita dor e sofrimento para os sobreviventes de todos os terríveis ataques. Lembranças sangrentas, de horror e morte. Em seus ouvidos, ainda ecoavam os gritos de sofrimento incessante.
 Mas uma certa comerciante da peculiar cidade de Zanknore, não tinha em suas memórias, nenhum desses momentos gravados…
 Ela era completamente diferente dos habitantes daquela cidade, em sua grande maioria Dwarfs, trabalhadores das minas, e mais ao norte Elfs, os protetores da grande fauna e flora da cidade.
 Seu nome era Helena Blavatsky, e vivia na região desde que se lembrava, trabalhando como comerciante de ervas e especiarias. Uma jovem  solitária e tímida, que não compreendia seu lugar no mundo, afinal havia sido criada pelos moradores da região, e não se recordava de nada do seu passado, vago em suas lembranças mais profundas, caídos em uma amnésia. Somente sabia que fora encontrada pelo Guardião da Montanha, o golem ancião Tiny, perdida e desacordada em meio a floresta ao sul, prestes a perder a vida.
 Em todo o continente, as festas de Halloween corriam bem, com decorações esplendorosas, atrações das mais variadas, e a tradição das fantasias mais assustadoras em busca de doces ou travessuras.
 Helena sentia um certo conforto com essa época, pois poderiam passear livremente  por toda cidade sem que a olhassem de forma estranha, ou ao menos á reconhecessem. Turistas de várias cidades ao redor participavam da celebração ao centro, um momento perfeito para os comércios da jovem.
 Como costume, todos os anos em sua barraca de vendas, Helena distribuía doces às crianças fantasiadas, das mais divertidas monstruosidades mas havia algo estranho naquele ano, ou melhor, alguém, que a chamou muito atenção com sua postura mórbida, e uma máscara completamente glacial, com o corpo coberto por um manto vermelho vívido como o sangue. Seus olhos entraram em transe diante daquela figura, e um arrepio percorreu todo seu corpo. Ela só se libertou dessa hipnose, quando um estrondo atingiu toda a cidade, e uma nuvem  cobriu todo o céu de cinza, trazendo junto um vento muito forte e o desespero de uma multidão.
 Como flashs, a jovem Helena só ouvia gritos,  corpos caiam ao seu redor, uma chuva de sangue fresco, tudo acontecendo em um piscar de olhos, alegria se transformando em uma explosão de terror e morte. Seu coração batia cada vez mais devagar, gradualmente á levando a escuridão de um desmaio profundo, e a última imagem que viu, foi os olhos vazios da figura que outrora á fascinou.
 Um cheiro fétido de enxofre a despertou, em um lugar empoeirado, pouco iluminado com Skull Candles, velas feitas de crânios humanos, caixões antigos, cobertos com sangue velho e seco, e o mais assustador, pessoas com mantos brancos envoltos daquele ser arrepiante que agora ela tinha certeza que havia sido o causador de todo massacre que presenciou.
 Por algum motivo, Helena sentia algo familiar naquele lugar, dentro do seu peito ecoava um poder imenso, e um sentimento de pertencimento.
 A figura de olhos vazios, agora mostrava seu rosto, e o sentimento se tornou ainda mais forte, quando ela viu naquele jovem Esoteric Mor a si mesma, como no reflexo de um espelho. Num instante, todas as suas memórias voltaram em um frenesi angustiante.
 Bem a sua frente, estava seu sangue, o único que restara do massacre a sua família, que foram culpados, aniquilados e amaldiçoados nas criptas da escuridão de Zanknore por seguirem suas tradições e ciências do esoterismo antigo. Gargneck, seu irmão gêmeo, destinado a juntar sua alma com Helena, na  última profecia de sua mãe Lilith, antes de ser aprisionada no limbo. Destinados à vingança e ascensão de seu povo!
 Gargneck entregou-lhe uma Obsidian Knife, banhada no sangue de uma Black Sheep, pedindo então que Helena o sacrificasse para cumprir o prenúncio e tornar-se o que viera ser designada pela bruxa das bruxas, e jurou que seriam a mesma alma para toda eternidade.
 Com aperto no coração e tomada pela fúria de toda descoberta de sua vida, ela cumpriu a ordem do seu irmão, e o sacrificou, tornando-se o ser mais formidável e estarrecedor que alguém poderia imaginar.
 Madame Blavatsky, buscava junto a seu irmão intricado em sua alma, e junto aos mantos brancos e vermelhos, a vingança de um povo que sofreu pela intolerância.
 Agora para todo o vasto Radbr, o Halloween tem sido eterno…



#10 OFFLINE   Nego Feio

Nego Feio

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Postado 27 November 2022 - 23:50

Nome do Personagem: Nego Feio

 

Título: Seu pesadelo a uma escuridão de distância

​​

 

Nem mesmo o frio, nem mesmo a neblina que cerca a cidade de Iceforge hoje, nem mesmo as crenças populares que rodeiam e as vezes assombram algumas pessoas impede essas crianças.

 

“Doçuras ou travessuras”. Escutei tantas vezes nesta noite que nem posso contar. Sinto o espírito do halloween em cada um dos pequenos que bateram em minha porta. Mas não como algo assustador, e sim como algo contagiante repleto de energias boas. Confesso que, para mim, é uma das datas mais divertidas do ano. As casas, as ruas, portas e janelas se enchem de brilho com as coisas que deveriam mais assustar as pessoas. Esqueletos, fantasmas, bruxas e outras coisas que nem sei pronunciar o nome.

 

O ciclo se repete todo o ano neste mesmo dia. Por algumas horas as ruas são tomadas pelas crianças e suas fantasias. Algumas delas exalam uma criatividade tão grande que dou algumas risadas. É fácil de ver a alegria delas. Pois bem, as recompensas são doces, não poderia ser diferente.

 

A cada ano que passa, mais crianças batem à minha porta. Desta vez, as últimas que eu atendi, tive de escolher a travessura, pois os doces haviam acabado. Imagino que isso deve acontecer as vezes com outras pessoas. O que eu não acredito é que as crianças realmente voltam para fazer qualquer tipo de travessura.

 

As horas passaram. As ruas já estavam vazias. É um dia frio. Pouco se vê da rua que está bem iluminada e coberta por uma densa neblina. A pequena loja de munições do Menfis que fica logo a frente é o único ponto mais escuro da rua. Acredito que seja apenas para dar um pouco de ênfase para as suas black skulls expostas por toda a escadaria.

 

Escuto batidas na porta.

 

Apesar de pronto para me deitar, as luzes ainda estão acesas. Seria rude da minha parte não atender, mesmo sendo tarde da noite. Abro a porta e nada vejo. Nada além da rua calma e fria. Bom, posso ter subestimado as crianças que escolhi travessuras. Ainda sem resquícios de sono, entro e decido abrir um rum e ler um dos livros que tenho guardado. Tales of Storyteller é uma ótim...

 

Novas batidas na porta.

 

Agora intrigado, caminho com firmeza até a porta, que, novamente abro, e não vejo ninguém. Somente a rua, vazia. Sim, já fui mais jovem, é claro, sei que pregar peças é algo que é um tanto quanto divertido. Para quem as aplica, lógico. Ainda que algumas sejam recheadas de um humor ácido. O que resta é aceitar as brincadeiras e voltar ao meu repouso.

 

Não demora muito para me concentrar novamente em minha leitura. Em um lugar frio como Iceforge, sentir um pouco de calor pode ser raro. Por vagos momentos podia sentir algo como uma leve brisa quente passando por mim, seguida de um pequeno arrepio. Bom, como de praxe pude colocar a culpa na bebida.

 

Nadando em meio ás páginas, comicamente pensei por alguns momentos ter ouvido novas batidas. Se fossem reais foram tão baixas que quase estavam inaudíveis. Preferi confiar na intuição e acreditar que eu estava apenas escutando coisas.

 

As novas batidas que se sucederam não eram a de uma simples criança.

 

Três estrondos vindos da porta fizeram eu criar uma imagem da porta em pedaços por um segundo, enquanto com um pulo eu derramava a bebida perto de mim. Agora assustado, a violência usada para bater na porta foi tamanha que as batidas ecoaram pela casa em meio ao silêncio da noite.

 

O caminho até a porta pareceu mais distante dessa vez. Quem quer que tivera feito isso não estava com boas intenções. Abro a porta lentamente. O que eu vi fez com que um arrepio iniciasse em meu pé e só parasse em minha nuca, tomando todo o meu corpo como um abraço de medo.

 

A rua que eu vira toda iluminada a poucos momentos estava completamente escura e quente. Sim, quente. Uma brisa morna atravessou a porta entreaberta e me acertou causando um choque de sentimentos que eu jamais tinha sentido. A Neblina não estava mais ali, e sim, algo como fumaça, cinzas espessas pairando por todos os cantos. Uma quantidade tão grande que nem mil fogueiras alcançariam.

 

Completamente confuso, fecho a porta e a tranco. Tentando, em vão, me sentir mais seguro para conseguir assimilar e entender o que poderia ser aquilo. A breve sensação de segurança se transforma em um completo pânico quando olho para dentro de casa. Escuridão. Todos os cômodos, todos os cantos e espaços possíveis tomados pela tenebrosidade.

 

O silêncio é ensurdecedor. Um silêncio absoluto tomou conta do espaço ao meu redor. Não fosse apenas a escuridão, agora eu consigo escutar até mesmo o sangue correndo em minhas veias. A mesma fumaça que encobre a rua está dentro da minha casa também. Em uma menor quantidade, mas ainda é possível vê-la.

 

Todos os móveis estão repletos de poeira, como se fizessem décadas que ninguém passava por ali. Tudo ainda está em seu devido lugar. Todos os móveis, objetos, quadros. Tudo. Mas tudo com uma aparência fúnebre e gasta. Á passos largos caminho pela casa até a cozinha. Lá estava o livro e o copo vazio. Sujos e empoeirados.

 

- É claro! – Pensei de forma tão emocionada que murmurei as palavras. Eu estava sonhando! Era a única explicação lógica para o momento. Peguei no sono enquanto lia. Traço alguns beliscões pelo corpo. De forma que cada um é mais forte que o último. Todos sem sucesso. Após alguns tapas no rosto entendi que isso não funcionaria. E que certamente não era um sonho. E sim um pesadelo real.

 

Talvez eu estivesse tão concentrado em tentar acordar já estando acordado que não reparei aos barulhos que me rodeavam. Pequenas batidas no chão. Um som baixíssimo. Sua recorrência me fez entender que eram passos. Não hesitei em andar pela casa escura para procurar a origem dos passos. Quem quer que estivesse por ali poderia me ajudar a entender aonde eu estava.

 

Na medida em que me movimento de um cômodo para outro, o barulho dos passos muda suas direções. Repeti algumas idas e vindas entre os cômodos até compreender que eles se afastavam de mim. Para qualquer direção que eu fosse, quem quer que fosse os donos dos passos não queria que eu o encontrasse. Parei.

 

Fiquei apenas em pé observando, o que eu conseguia ver, em meio a escuridão. Lutando contra o medo e o desespero que se instaurava dentro de mim. Minhas pernas tremiam. Minhas mãos suavam. Mas eu apenas observei. Tudo estava no seu devido lugar. Eu realmente estava em minha casa. Não teria para onde fugir. Os quadros, os móveis, tudo no seu devido lugar. A não ser algumas pequenas coisas misturadas que eu tinha certeza ter jogado fora em algum momento.

 

Absolutamente tudo que me rodeava estava sem vida, frio e sem cor. Talvez fosse por isso que solucei em um susto quando vi dois pontos pequenos e vermelhos, vívidos, flutuando em um pequeno canto da casa. Eram pequenos olhos. Congelado e sem reação, apenas encarei. O que era recíproco. Aqueles olhos me olhavam com um ar tão intenso e macabro que parecia enxergar minha alma ou até ler meus pensamentos.

 

Lentamente me virei para quem estivesse ali. Tentei pronunciar alguma palavra que mais soou para dentro do que para fora.

 

- Ol... O... Olá?! – em meio ao gaguejo viro meu corpo na direção dos olhos fazendo com que a criatura despertasse. E de um jeito extremamente ágil ela correu. Tomado pelo pânico e sem conseguir pensar eu também corri. De forma inconsciente busquei a saída da casa. Com a porta curiosamente entreaberta, apenas corro até chegar na rua que ainda estava vazia e tomada pela escuridão. A criatura não me perseguiu. E eu realmente não tenho certeza para que lado ela correu. Certamente eu não ficaria para ver o que ela faria.

 

Começo a me afastar de casa. A passos largos, mas não apressados, caminho reparando na rua que eu vivi toda minha vida. Sem qualquer sinal de vida, tudo está da mesma forma que eu vi dentro da minha casa. Sem vida, sem cor. Engulo umas duas tentativas de choro. Apesar de completamente confuso eu preciso encontrar uma solução para essa situação;

 

Lá estão eles de novo!

 

Um par de olhos vermelhos me olhando intensamente, duas, ou três casas de distância. Balbucio meu caminhar até parar. Começo a trançar minhas pernas na tentativa de andar de costas para não perder a criatura de vista e me afastar. Em vão. A criatura se move também, de um lado para outro, aparentemente se aproximando. Na tentativa de me afastar da criatura, começando a correr na direção oposta, me deparo não com uma, mas com três daquelas criaturas.

 

A cada segundo que passa o pânico aumenta. Minhas mãos soam mais, e minhas pernas bambeiam tanto que quase não consigo parar em pé. Eu abro a boca na tentativa de falar algo, mas é inútil. Todas as palavras travam na garganta. Enquanto eu tento pensar eu posso ver a quantia de criaturas aumentando, vindos de todas as direções. Ainda que nenhum próximo, é visível que eu estou sendo cercado.

 

Parado, sem uma direção livre para fugir, me resta apenas esperar. Á cada momento mais criaturas novas aparecem. A cada criatura que aparece, mais perto as demais ficam. A cada passo dado por eles, suas silhuetas ficam mais visíveis. A cada passo que eles se aproximam, eu me esgueiro mais contra a parede da casa mais próxima.

 

Corpos pequenos. Uma máscara em suas faces. Um caminhar peculiar. As criaturas, cada vez mais próximas, me mostram sua verdadeira aparência. É difícil assimilar com algo conhecido. Ainda contra a parede, me arrastando ainda conforme o possível, com alguns metros a meu favor, eu notei. Fraco e muito vago, a luz de um dos postes próximos a mim está piscando. Agora com o olhar totalmente focado nele, a cada passo que me distancio, a luz diminui. Lentamente paro, e dou dois passos na direção do poste, que levemente se acende. Se fosse isso que me salvaria, eu não podia saber. Mas foi a única coisa que conteve as criaturas.

 

Ainda escuro demais para vê-los, apesar de muito próximos, no momento do piscar de luzes a aproximação deles parou. Alguns passos me separam do poste. Esse caminho está iluminado com um resquício de luz que ainda pisca. Nervoso com o que isso poderia causar, levemente movimento minhas pernas para próximo da única fonte de luz daquele lugar. Meio passo as luzes alinham-se e param de piscar. Outro meio passo e eu já consigo sentir a iluminação em mim. Já com confiança ganha, apuro mais dois passos largos e toco no poste que erradia instantaneamente uma forte iluminação.

 

Agora eu podia ver. Todas aquelas criaturas. Pequenas como elfos, baixinhas como goblins, sua pele escamosa como trolls, e seus olhos vermelhos como sangue. Todos, como em um coro, começam a pronunciar sons. Em alguns momentos eu escutava “Ceno”, em outros momentos “bite”.

 

Mesmo me afastando, após tocar o poste ele continuou aceso. O que me rendeu um alívio imenso, já que, à medida que eu caminhava na direção do próximo, as criaturas não impediam a minha passagem. Agora um pouco mais confiante, o segundo poste agiu exatamente como o primeiro, acendendo de forma voraz quando eu o toquei.

 

Sem hesitar rumo ao terceiro, e assim para o quarto, e vou caminhando poste a poste. A cada luz nova, menos criaturas eu posso ver. A cada nova luz, mais eu tenho esperança de acabar com isso.

 

Em meio à euforia, eu o vi. Ao longe. Seus olhos verdes brilhantes. Ombreiras douradas e seu rosto mostrando um corpo formado apenas de ossos. Sem medo da luz, uma criatura muito maior do que as outras que eu vira. Muito maior que eu, posso afirmar. Foi a última coisa que vi daquele lugar. Sua aparição causou uma energia caótica. O frio e a neve substituíram a sua aparição. Em menos de um segundo. Tudo que parecia caos agora estava iluminado.

 

Eu estava no meio da rua. Mas agora da minha rua. A neve tapou uma parte da minha perna. A fumaça voltou a ser neblina densa. Era como se tudo tivesse sido criado em minha cabeça. Imaginação? O terror foi completamente real. Em um instante eu estava em meio a escuridão, e, em um piscar de olhos, eu estou de volta a realidade.

 

Ao voltar para casa me deparo com a porta trancada por dentro. Eu estava sozinho. Isso me deixa completamente confuso e intrigado. Como eu teria saído e deixado trancado por dentro?! Penso em várias possibilidades. Mesmo após alguns dias eu ainda sinto alguns arrepios. E sinto os olhares.

 

A me vigiar.

 

Todos eles.



#11 OFFLINE   Triss

Triss

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Postado 01 December 2022 - 22:00

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01/12/2022... De novo! Que noite cheia de resultados arrepiantes, hum?   :palmas2:

 

Chegou a hora de descobrirmos os grandes campeões da Caneta de Ouro do Halloween 2022... Os escritores que além de dotes de contos, conseguem aperfeiçoar suas habilidades de escrita nos moldes de uma boa história de terror...  :OO2:

 

...Os maiores escritores e poetas da Temporada do Horror com o Top 6 vencedor do Concurso de Histórias: Gospel of Horrors 2022!

 

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Posição: #1

Nome da História: Lamentações

Nome do Personagem: Governador

Nome do Usuário Inscrito: Lixeiro do Depot

 

Premiação:

  Ethno_Coat.gif  Nightmare Sweater

C6ybaNo.png Pumpkin Mummy Outfits (Full Addons)

Loremaster_Doll.gif  Doll of a Grimm Loremaster personalizado

Tibiacity_Encyclopedia.gif  Tales of a Storyteller personalizado

 

achievement-star.gifachievement-star.gif Achievement Put it in the Freezer!

 

 

 

 

 

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Posição: #2

Nome da História: Seu Pesadelo a uma Escuridão de Distância

Nome do Personagem: Nego Feio

Nome do Usuário Inscrito: Nego Feio

 

Premiação:

C6ybaNo.png Pumpkin Mummy Outfits (Full Addons)

Loremaster_Doll.gif  Doll of a Grimm Loremaster personalizado

Tibiacity_Encyclopedia.gif  Tales of a Storyteller personalizado

 

achievement-star.gifachievement-star.gif Achievement Put it in the Freezer!

 

 

 

 

 

euwkxec.png

 

Posição: #3

Nome da História: Ascensão!

Nome do Personagem: Lady Lilith

Nome do Usuário Inscrito: Layane

 

Premiação:

PsnAv7S.png Pumpkin Mummy Outfits (Sem Addons)

Loremaster_Doll.gif  Doll of a Grimm Loremaster personalizado

Tibiacity_Encyclopedia.gif  Tales of a Storyteller personalizado

 

achievement-star.gifachievement-star.gif Achievement Put it in the Freezer!

 

 

 

 

 

HAaKAhS.png

 

Posição: Menção Honrosa

Nome da História: Runnin' for Life

Nome do Personagem: Lord Baphomet

Nome do Usuário Inscrito: GutoVaz

 

Premiação:

 

Loremaster_Doll.gif  Doll of a Grimm Loremaster personalizado

Tibiacity_Encyclopedia.gif  Tales of a Storyteller personalizado

 

achievement-star.gifachievement-star.gif Achievement Put it in the Freezer!

 

 

 

 

 

xmxaO6T.png

 

Posição: Menção Honrosa

Nome da História: Sou um Homem Morto

Nome do Personagem: Gellert Grindelwalld

Nome do Usuário Inscrito: Matt Heafy

 

Premiação:

 

Loremaster_Doll.gif  Doll of a Grimm Loremaster personalizado

Tibiacity_Encyclopedia.gif  Tales of a Storyteller personalizado

 

achievement-star.gifachievement-star.gif Achievement Put it in the Freezer!

 

 

 

 

 

7XZFin5.png

 

Posição: Menção Honrosa

Nome da História: Prelúdio da Insanidade

Nome do Personagem: Farimon Taru

Nome do Usuário Inscrito: llucass

 

Premiação:

 

Loremaster_Doll.gif  Doll of a Grimm Loremaster personalizado

Tibiacity_Encyclopedia.gif  Tales of a Storyteller personalizado

 

achievement-star.gifachievement-star.gif Achievement Put it in the Freezer!

 

 

 

 

 

Parabéns aos grandes historiadores, poetas e escritores de mão cheia...  :metal:  Pra fazer inveja a qualquer Edgar Allan Poe ou Stephen King!   :OO2:    :palmas2:

Leitura para inspirar e surpreender toda a Equipe RadBR!   :118:   :cerva:

 

 

Tibiacity_Encyclopedia.gif

 

 

 

Mas... Não esqueçam que o Evento Halloween 2022 - The Gospel of the Cenobites está infelizmente nos últimos dias e acaba no Server Save de 05/12...

Mas dá tempo de sobra de se divertir com os bônus e missões mais assombrosas da Temporada do Horror!   :anjoverde:

 

Acessem o Cronograma Oficial e fiquem a par da reta final do Evento Halloween 2022!   :metal:   

 

 

Atenciosamente,

Equipe RadBR


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